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Republicanos e democratas culpam uns aos outros por ‘apagão’ do governo americano

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WASHINGTON — O primeiro dia com o governo paralisado terminou com troca de acusações entre republicanos e democratas e sem sinais de progresso para o fim do impasse. A Casa Branca e representantes de ambos os partidos passaram a maior parte do sábado culpando uns aos outros após a oposição bloquear a aprovação no Senado de um projeto de lei orçamentária, provocando o na administração de Donald Trump.

Tanto o Senado como a Câmara tiveram sessões no sábado, mas nenhuma demonstração de diálogo, já que as lideranças que deveriam negociar uma saída para o “apagão” da administração pública americana se mantiveram em seus lados.

— Todos estão entrincheirados. Nenhum movimento de ambos os lados — afirmou à CNN um assessor democrata.

Para celebrar o primeiro aniversário à frente da nação mais poderosa do planeta, Trump planejava uma festa no resort Mar-a-Lago, na Flórida, mas a crise o forçou a ficar em Washington.

— Não deveria acontecer uma paralisação, mas aconteceu — disse Trump em vídeo gravado para o evento. — Ela foi causada pelos democratas, mas no fim teremos outra vitória.

Mas o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, culpou diretamente o presidente, dizendo que Trump, autor do livro “A arte da negociação”, está bem abaixo da sua reputação de negociador, sendo desnorteado por assessores linha dura, pelo comitê do Partido Republicado e pela mídia conservadora.

— Negociar com esta Casa Branca é como negociar com uma gelatina, praticamente impossível — declarou Schumer à imprensa. — O presidente precisa pegar uma cadeira para encerrar este .

Já o líder da maioria republicana, Mitch McConnell, advertiu que “a solução é acabar com a loucura. Está prejudicando milhões de americanos que não tem absolutamente nada para merecer isso”.

Contudo, Schumer e McConnell não se falaram desde o encontro no plenário, durante a manhã. Uma fonte democrata acrescentou que o líder democrata também não conversou com a Casa Branca. Os dois lados parecem esperar que o outro faça um primeiro movimento.

Com o , todos os serviços públicos considerados não-essenciais, como museus e parques nacionais, são fechados, afetando diretamente seus funcionários e turistas.

Os republicanos se mantém firmes: não há conversas sobre o DACA — “Deferred Action for Childhood Arrivals”, programa que beneficia filhos de imigrantes ilegais — até que os democratas deem os votos necessários para o fim da paralisação. Do outro lado, democratas exigem respostas sobre o encerramento do DACA, que provocará a deportação dos 700 mil beneficiados que entraram nos EUA ilegalmente quando crianças.

Na quinta-feira, o governo conseguiu aprovar na Câmara um projeto de curto prazo para evitar a paralisação, liberando o orçamento até o dia 16 de fevereiro. Porém, no dia seguinte, o texto foi rejeitado pelo Senado. O governo precisava de 60 votos, mas conseguiu apenas 50. Entre os 51 republicanos, cinco votaram contra e um senador não votou. Dos 49 democratas, cinco votaram a favor da aprovação.

Agora, os republicanos tentam negociar uma nova proposta, com duração até o dia 8 de fevereiro, que será votada na madrugada desta segunda-feira. Mas os democratas parecem resolutos em bloquear a aprovação até conseguirem avanços nas negociações do DACA.

— O povo americano não pode compreender porque o líder democrata no Senado pensa que todo o governo deve ser paralisado até que ele consiga seus objetivos sobre imigração ilegal — disse McConnell, logo após a rejeição do projeto.

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