WASHINGTON — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já prepara terreno para executar sua promessa de construir um muro na fronteira com o México, mas ele deve esbarrar com divergências até dentro de seu próprio Gabinete. Em sua audiência de confirmação no Senado neste mês, o secretário de Segurança Interna indicado por Trump, John F. Kelly, um general aposentado, advertiu que a estratégia não funcionará sozinha.
Questionado pelos senadores sobre o assunto, Kelly disse que um muro seria eficaz somente se fosse acompanhado por medidas mais abrangentes. Para ele, “uma barreira física não faria o trabalho”.
— Se você construir um muro, você ainda terá que apoiar essa barreira com patrulhamento por seres humanos, por sensores, por dispositivos de monitoramento — observou.
Em um post no Twitter, Trump antecipou que fará o anúncio da construção do muro nesta quarta-feira, cumprindo sua promessa de campanha que tem o objetivo reprimir a imigração ilegal e conter o fluxo de drogas que chegam aos Estados Unidos.
Em vez de depender de um muro, no entanto, Kelly defendeu ante os senadores que a chave para conter os traficantes de drogas é atacar o problema na sua fonte. Ele apoiou ainda o aumento de ajuda para desenvolvimento econômico e educação, além de um enfoque nos direitos humanos.
Durante a visita de Trump ao Departamento de Segurança Interna, o presidente também deverá assinar uma ordem executiva para restringir a imigração. Pessoas oriundas de sete países muçulmanos não poderão entrar no país, incluindo Síria.

