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Taxas dos DIs voltam a subir sob influência da guerra no Oriente Médio

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 6 Mar (Reuters) - As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) voltaram a exibir altas fortes nesta sexta-feira, próximas dos 20 pontos-base em vários pontos da curva a termo, novamente impactadas pela aversão risco dos mercados globais em função da guerra no Oriente Médio.

Às 10h07, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,16%, em alta de 18 pontos-base ante 12,978% do ajuste da véspera. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,815%, com elevação de 12 pontos-base ante 13,692%.

A sexta-feira começou com novas quedas nas ações europeias e altas do dólar ante a maior parte das demais divisas, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançavam em meio aos temores com os efeitos da guerra sobre os preços do petróleo e a inflação nos EUA.

Às 10h07, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 2 pontos-base, a 4,165%.

Para minimizar o impacto da guerra sobre o petróleo, os EUA avaliam a possibilidade de intervir no mercado futuro da commodity, o que durante a noite contribuiu para segurar os preços. Nesta manhã, porém, o petróleo já exibia ganhos fortes nos mercados futuros, com o preço do barril Brent negociado em Londres perto dos US$90.

No mercado brasileiro, as taxas dos DIs dispararam novamente nesta manhã, refletindo a busca global por ativos mais seguros e os receios de que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã também possa gerar inflação no Brasil.

As dúvidas sobre a Selic, hoje em 15% ao ano, também persistem, com as apostas dos investidores divididas entre um corte de 25 ou de 50 pontos-base da taxa básica este mês. Antes da guerra, a precificação era claramente no sentido de 50 pontos-base de corte.

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