O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a imagem de inteligência artificial que compartilhou neste domingo, 12, na rede social Truth Social, pretendia mostrá-lo como médico, e não como uma figura semelhante a Jesus Cristo.
Na ilustração, o presidente americano aparece com uma túnica branca e um manto vermelho. As mãos de Trump emitiam luzes brilhantes, e sua mão direita tocava a testa de um homem deitado em uma cama, vestindo uma bata hospitalar.
"Não era uma representação disso. Eu publiquei, e achei que era eu como médico. Tinha a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha, que nós apoiamos - e só a imprensa falsa poderia inventar essa interpretação", afirmou nesta segunda-feira, 13, após ser questionado por um repórter.
A ilustração foi publicada sem comentários, menos de uma hora depois de Trump ter criticado o papa Leão XIV em outra publicação, chamando-o de "fraco no combate ao crime" e "péssimo para a política externa".
Nesta segunda, Trump disse que não irá pedir desculpas ao papa e voltou a criticar o pontífice.
Em resposta aos comentários, Leão XIV disse que não tem "nenhum medo da administração Trump, nem de falar abertamente a mensagem do Evangelho, que é o que acredito ser minha missão aqui".
Na imagem divulgada no domingo, o homem na cama está rodeado por figuras que olham para Trump, incluindo uma pessoa com uniforme médico e um estetoscópio no pescoço, uma mulher em oração e um homem com uniforme camuflado.
O fundo da imagem inclui a Estátua da Liberdade, um edifício semelhante ao Lincoln Memorial, aviões de combate, águias, fogos de artifício e uma bandeira norte-americana tremulando ao vento.
Ao longo do último ano, Trump publicou diversas imagens aparentemente geradas por inteligência artificial (IA) de si mesmo nas redes sociais, o que por vezes gerou forte reação negativa. Em maio de 2025, após a morte do papa Francisco, Trump publicou uma imagem de si mesmo como pontífice, atraindo fortes críticas, inclusive de católicos.
Em fevereiro de 2025, Trump publicou uma imagem sua usando uma coroa na capa de uma revista semelhante à Time , mas intitulada Trump, comparando-se a um rei.
O papa, o primeiro pontífice nascido nos Estados Unidos a liderar os 1,4 bilhão de católicos do mundo, manifestou-se contra a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, condenando a "violência absurda e desumana" desencadeada pelos combates.
As declarações do papa ocorrem após uma série de ataques de Trump nas redes sociais. O presidente afirmou que Leão XIV deveria "parar de ceder à esquerda radical" e o classificou como "fraco no combate ao crime" e "péssimo em política externa".
Também criticou sua posição sobre o Irã, dizendo: "Não quero um papa que ache aceitável que o Irã tenha armas nucleares".
"Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão XIV não estaria no Vaticano", escreveu Trump, acrescentando que o papa deveria "se concentrar em ser um grande papa, não um político".
Em declarações posteriores o republicano reforçou o tom crítico, afirmando: "Não acho que ele esteja fazendo um bom trabalho" e descrevendo o líder da Igreja Católica como "muito liberal".
*Com informações das agências internacionais.



