RIO – Uma nova onda de violência deixou 10 mortos em Belém, entre domingo e a tarde desta segunda-feira. Os assassinatos aconteceram após a execução da policial militar Maria Fátima Cardoso dos Santos, morta a tiros dentro da própria casa em Ananindeua, na região metropolitana. Essa é a segunda vez no mês de abril que a capital paraense vive uma sequência de homicídios. No dia 10, doze pessoas foram executadas poucas horas depois do assassinato de dois agentes da Polícia Militar. Na ocasião, o Pará já contabilizava 17 execuções de PMs em 2018.
Segundo o site G1, a sucessão de mortes violentas iniciada no domingo deixou vítimas em Belém, Ananindeua e Santa Izabel do Pará. Seis vítimas morreram na hora dos crimes, e outras quatro chegaram a ser encaminhadas para unidades de saúde. Os casos serão investigados pela Divisão de Homicídios (DH), vinculada à Polícia Civil, e pelas delegacias dos bairros. A execução da policial militar também será analisada pela DH.
Maria Fátima Cardoso dos Santos morreu com dois tiros na cabeça e um no peito, segundo o IML. Os disparos foram feitos por bandidos que invadiram a casa da PM no bairro Curuçambá, em Ananindeua. Os assassinos roubaram o celular da mulher, de 49 anos, e enviaram mensagens de texto aos contatos. A Polícia Militar lamentou a morte da agente, que tinha 21 anos de serviços prestados à corporação.
— Não vamos tolerar essa afronta aos nossos policiais, ao Estado e à tranquilidade e paz da população — disse o secretário de estado de segurança pública, Luiz Fernandes, em entrevista ao G1.
Para tentar conter a violência, a PM iniciou nesta segunda-feira a Operação Sáfara 3. Com a iniciativa, cerca de 800 policiais devem reforçar o patrulhamento nas ruas, principalmente em áreas onde há tráfico de drogas. A decisão foi tomada em uma reunião que mobilizou, ainda na noite de domingo, o governador Simão Jatene e os principais representantes dos órgãos de segurança pública do estado. Além do aumento do efetivo nas ruas, o estado informou que também vai providenciar a empresa responsável pelo bloqueio dos sinais de celulares dentro dos presídios.

