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Após encontro entre Lula e Trump, Durigan fala sobre acordo de cooperação com os EUA

Estadão

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira, 7, que espera avançar em novos acordos de cooperação com os Estados Unidos para operações de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro. Ele fez as declarações em Washington, após visita de uma delegação chefiada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chefe do Executivo norte-americano, Donald Trump.

"Tanto na parte aduaneira, quanto na parte de lavagem de dinheiro, estamos muito próximos a avançar, com novas assinaturas", disse Durigan.

Este ano, o Ministério da Fazenda já anunciou um acordo de cooperação para troca de informações sobre contêineres entre a aduana brasileira e a americana. Isso permitiu a apreensão de mais de meia tonelada de armas irregulares e mais de uma tonelada de drogas sintéticas saídas dos EUA para o Brasil, segundo o ministro. Agora, a ideia é avançar para operações conjuntas. Algumas já estão previstas para este ano, ele disse.

Durigan também destacou a importância da cooperação para combater fraudes transnacionais, como as identificadas pela operação Carbono Oculto, que identificou recursos de brasileiros no Estado americano de Delaware. "O que estamos fazendo, para além desse compartilhamento de informação, é acelerar os mecanismos para que esses recursos de brasileiros que sonegam, que fazem lavagem de dinheiro, sejam rapidamente devolvidos ao País", ele disse.

O ministro ainda relatou que, na reunião com as autoridades americanas, foi destacado que o Brasil teve um déficit entre US$ 20 bilhões (nos números apurados pelo Brasil) e US$ 30 bilhões (segundo apuração americana) com os EUA no ano passado. O governo americano frequentemente usa o déficit comercial do país como justificativa para as tarifas impostas.

Durigan ainda disse ter relatado, durante a reunião, que a economia brasileira está robusta, com inflação controlada e crescimento econômico forte. Segundo o ministro, participaram do encontro pelos EUA, além de Trump, o vice-presidente JD Vance e o secretário do Tesouro, Scott Bessent.

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