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Defesa de Vorcaro pede ao STF abertura de inquérito sobre vazamento de "supostos diálogos" com Moraes

Defesa de Vorcaro pede ao STF abertura de inquérito sobre vazamento de "supostos diálogos" com Moraes
Defesa de Vorcaro pede ao STF abertura de inquérito sobre vazamento de "supostos diálogos" com Moraes

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA, 6 Mar (Reuters) - A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro informou nesta sexta-feira que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar a origem do vazamento de informações sigilosas de telefones celulares apreendidos no curso da investigação sobre o Banco Master, citando o que chamou de "supostos diálogos" com o ministro da corte Alexandre de Moraes.

A manifestação foi divulgada após uma reportagem do jornal O Globo apontar que Vorcaro teria tido uma intensa troca de mensagens com Moraes durante todo o dia da primeira prisão do banqueiro pela Polícia Federal, em 17 de novembro de 2025.

Vorcaro foi mais uma vez preso preventivamente nesta semana, em nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a reportagem de O Globo, tanto Vorcaro quanto Moraes usariam mensagens de visualização única do aplicativo WhatsApp, mas o banqueiro deixava os textos salvos no bloco de notas do celular. Não há na troca de mensagens citada na reportagem qualquer mensagem de Moraes, exceto um emoji com o polegar levantado para cima em sinal de aprovação a uma das mensagens do banqueiro.

Em nota quando da divulgação também por O Globo de uma primeira reportagem sobre os supostos diálogos com Vorcaro, Moraes disse que não recebeu essas mensagens. "Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal", disse.

A defesa de Vorcaro, também em nota distribuída à imprensa, disse que "diversas mensagens supostamente extraídas" de celulares dele passaram a ser divulgadas por veículos de imprensa nos últimos dias, mesmo sem que a própria defesa tenha tido acesso ao conteúdo do material.

"Conversas íntimas, pessoais e que expõem terceiros não envolvidos com os fatos, além de supostos diálogos com autoridades e até o ministro do STF Alexandre de Moraes talvez editadas e tiradas de contexto, têm sido divulgadas para os mais diversos órgãos de comunicação", afirmou.

Segundo a manifestação, diante da gravidade da situação, a defesa pediu a abertura do inquérito para "identificar a origem dos vazamentos e que a autoridade policial apresente a relação de todas as pessoas que tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos apreendidos".

"A defesa ressalta que o objetivo do pedido não é investigar jornalistas ou terceiros que eventualmente tenham recebido informações, mas apurar quem, tendo o dever legal de custodiar o material sigiloso, pode ter violado esse dever", afirmou.

"Espera-se que as autoridades que violaram seu dever funcional de resguardar o sigilo sejam identificadas e responsabilizadas por atos que expõem pessoas sem relação com a investigação, bem como atrapalham os trabalhos de esclarecimento dos fatos", destacou.

No ano passado, reportagem também do jornal O Globo revelou que o Banco Master havia contratado o escritório de advocacia Barci de Moraes, da esposa e dos filhos do ministro do STF.

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