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Lula pede que centrais se reúnam com Gilmar e digam que pejotização 'não ajuda o País'

Estadão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em reunião com centrais sindicais nesta quarta-feira, 15, que elas precisam marcar uma reunião com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para dizer que a pejotização não ajuda o País. Lula questionou ainda a quem interessa a contratação de profissionais como pessoas jurídicas (PJ).

"As centrais sindicais têm que marcar uma reunião com o ministro Gilmar da Suprema Corte para dizer para ele que a pejotização não ajuda, não apenas o trabalhador, mas não ajuda o país, não ajuda o fundo de garantia, não ajuda a previdência social, não ajuda a política de habitação e saneamento. Então, a quem interessa a pejotização?", declarou Lula.

Gilmar é o relator do julgamento que avalia se esse modelo de contratação é inconstitucional. O processo será julgado com repercussão geral, ou seja, o resultado será seguido por todas as instâncias judiciais. No ano passado, o ministro suspendeu a tramitação de todas as ações que pedem o reconhecimento de vínculo empregatício na Justiça até a Corte dar uma palavra final sobre o tema.

Na reunião, o presidente também disse que políticos que são "inimigos" dos trabalhadores estão "à espreita e não desapareceram". O presidente disse ainda que, diferente dos outros governos, agora a classe trabalhadora pode chegar no Palácio do Planalto e tratar o chefe do Executivo como "companheiro".

"A política é feita de correlação de forças. Então, é importante que vocês comecem a pensar em como a gente faz para ter um Senado e uma Câmara com uma maioria comprometida com os direitos da maioria do povo brasileiro", disse o presidente.

Lula também aproveitou a reunião com os sindicatos para atacar a reforma trabalhista, aprovada durante o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) e a reforma da previdência, que entrou em vigor durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o presidente, após 2017, os dois "sepultaram" os direitos dos trabalhadores e o aumento real do salário mínimo.

Em reunião no Planalto nesta quarta, Lula recebeu um documento com 68 reivindicações das centrais sindicais para o período de 2026 a 2030.

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