Ele ficará nos próximos dias em uma casa que tem em Fortaleza e continuará o processo de reabilitação, realizando fisioterapia respiratória e uso de antibióticos para restabelecimento da função pulmonar.
No sábado (22), Cid Gomes passou por um exame de raio-X que constatou a presença de dois projéteis alojados em seu corpo, um próximo à costela e outro no pulmão esquerdo, além de fragmento de um projétil. Por orientação médica ele não vai retirar esses projéteis.
O senador foi internado inicialmente no Hospital do Coração, em Sobral, onde passou pelos primeiros procedimentos, como drenagem de líquido do pulmão atingido --na quinta (20) ele foi transferido para um hospital particular de Fortaleza.
Inicialmente a informação era de que um dos projéteis havia saído do corpo de Cid após o ter atingido, mas o raio-x realizado sábado constatou a presença desse segundo projétil. O exame foi pedido pela família para encerrar boatos divulgados em redes sociais de que o senador teria sido atingido por balas de borracha.
Cid Gomes está licenciado do Senado desde dezembro de 2019 para articular no Ceará alianças e candidatos do PDT para a eleição municipal de outubro --ele assumiu a presidência estadual do partido. O grupo político dos irmãos Cid e Ciro Gomes comandam importantes prefeituras cearenses, como Fortaleza e Sobral.
Desde a noite de terça-feira (18), o Ceará tem batalhões tomados por policiais militares e familiares que protestam contra o reajuste salarial oferecido pelo governo do Estado.
Ao menos nove quartéis estão sob o comando dos manifestantes, que cortaram ou esvaziaram pneus de viaturas e motos. O governo decidiu suspender 167 policiais que estão sendo investigados por participação na paralisação --eles sairão da folha salarial pelo período.
O governo federal autorizou o envio de agentes da Força Nacional e do Exército para ajudar no patrulhamento das ruas de Fortaleza e da região metropolitana. Policiais civis e a guarda municipal também estão fazendo esse policiamento ostensivo, além de PMs que não aderiram aos protestos.
Da madrugada de quarta até o fim da noite de sexta, o Estado registrou 88 homicídios, média de 29 mortes violentas por dia. Em janeiro essa média foi de quase nove por dia.
