RIO - Há quatro anos suspensa, a promoção que oferece desconto aos cariocas de 50% no preço do ingresso para visitar o Cristo Redentor, vai voltar a partir do dia primeiro de outubro, mês que o monumento completará 77 anos. O anúncio foi feito na sexta-feira pelo empresário Sávio Neves, presidente da concessionária Trem do Corcovado. A promoção funcionou durante 12 anos, entre 2002 e 2014, e vai voltar com outra novidade: na compra do bilhete, o turista poderá fazer uma doação de um valor correspondente a US$ 1 dólar (cerca de R$ 4,16 na cotação desta sexta-feira) à Mitra Arquiepiscopal, dentro da campanha “Amigos do Cristo”. Toda a renda será revertida para a manutenção da estátua do Cristo Redentor e da Capela Nossa Senhora Aparecida.
Nas presenças do ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, do vigário Episcopal para comunicação social da Mitra, Marcos Willian Bernardo e do presidente do ICMBio, Paulo Carneiro, a campanha foi lançada na sexta-feira durante uma cerimônia na sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), no Complexo das Paineiras, no Parque Nacional da Tijuca, ao pé do Cristo Redentor. Também foram assinados acordos aditivos no termo de compromisso para facilitar a realização de cerimônias religiosas no Cristo Redentor, ampliando o número de participantes de eventos religiosos na Capela e no Cristo Redentor. Também ficou acertado que autoridades da Igreja Católica terão acesso livre ao alto do Corcovado.
Os novos termos pôs fim na polêmica envolvendo a Arquidiocese do Rio e a direção do Parque Nacional da Tijuca, administrado pelo ICMBio. No mês passado, a igreja revelou que vinha sofrendo restrições de acesso ao santuário, além de ficar sozinha na administração do santuário, incluindo os gastos com a manutenção do Cristo Redentor e a Capela Nossa Senhora Aparecida. O monumento e a área onde fica, pertencem à Arquidiocese do Rio, que gasta cerca de R$ 5 milhões ao ano com a manutenção. Já o Parque Nacional da Tijuca, criado em 1961, 30 anos depois da inauguração da estátua, é o responsável administrativo de toda a área que dá acesso ao monumento.
— Com a assinatura dos novos termos, estamos fazendo um resgate histórico. Estamos fazendo história aqui hoje. Ao realizar e equacionar problemas que se arrastavam há décadas, desde dos anos de 1960, quando não deixaram de forma muito clara o papel do parque (Parque Nacional da Tijuca), o espaço da igreja e o acesso ao Cristo Redentor. Isso agora está equacionado. Está resolvido — disse o ministro Edson Duarte.
O arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, também revelou que o impasse estava solucionado.
— O problema foi equacionado. Nós temos uma história muito antiga da presença da Igreja no parque com a construção e manutenção do monumento do Cristo Redentor, que é também o santuário arquidiocesano. Ultimamente tivemos algumas dificuldades de ir e vir. E também nas celebrações. Uma situação que esperamos estar resolvida — afirmou Dom Orani Tempesta, que no início da tarde recebeu o ministro do Meio Ambiente.
Símbolo do Rio, o Cristo Redentor recebe uma média de cerca de 600 mil turistas todos os anos. Segundo explicou Sávio Neves, o número de visitantes já foi bem maior: perto da casa de um milhão.
— A crise econômica no país e no estado do Rio levou ao afastamento dos turistas. Também notamos que nossos problemas com segurança pública contribuiu — contou Sávio.
Os preços dos ingressos para visitar o Cristo Redentor tem variação, dependendo da data: na alta temporada o valor é de R$ 75,00. Na baixa, custa R$ 62,00. Idosos pagam R$ 24,50 e crianças entre 5 e 11 anos, precisam desembolsar R$ 49,00.

