
O desembargador Henrique Nelson Calandra, que dirige a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), recebeu nesta segunda-feira, 9, o título de Cidadão do Amazonas, na Aleam. Filho de família amazonense, Calandra nasceu em Itaquaquecetuba, no Estado de São Paulo, onde atuou como desembargador no Tribunal de Justiça.
A concessão do título foi proposta pelo deputado estadual Arthur Bisneto (PSDB) que elogiou a postura do magistrado, considerado um profissional honrado, com uma “bela carreira”, responsável pela descentralização das ações da AMB, como forma de universalizar as decisões do Poder Judiciário. “Calandra fez com que desembargadores, juízes e todos os que fazem parte da associação olhassem com carinho e respeito para a nossa região”, afirmou, ressaltando se tratar de uma justa homenagem.
O prefeito de Manaus, Artur Neto, defende que é preciso prestigiar pessoas de valor que servem ao país. “Nelson Calandra é uma figura que lidera a Associação dos Magistrados em nível nacional e como prefeito, tenho o dever de oferecer a ele hospitalidade na cidade e ele terá o lugar das pessoas que admiro e confio no seu trabalho pela Justiça brasileira”, frisou.
Para o desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Ari Moutinho, toda homenagem que se presta a um homem público na maioria das vezes é justa e para o desembargador Calandra esse gesto “caiu como uma luva”. O presidente do TJAM elogiou a atuação profissional do magistrado, que com inteligência privilegiada tem prestado relevantes serviços ao Poder Judiciário do país. “À frente da AMB levantou uma bandeira importantíssima, a da valorização do magistrado”, afirmou.
Nelson Calandra agradeceu a homenagem feita pela Assembleia Legislativa, ressaltando que neste ano completou 68 anos de idade, 56 anos de trabalho, dos quais 32 como juiz. À frente da AMB, considerada a maior associação de magistrados do mundo, com cerca de 20 mil representados, o homenageado disse que foi o período mais difícil de sua vida por conta de alguns fatores como a morte da juíza Patrícia Acioli em agosto de 2011. “Levamos 1.700 juízes e promotores a Brasília para defender a criação de novas leis que deem proteção aos magistrados”, informou.

