A AIDS ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida é causada por um retrovírus chamado Human Immunodeficiency Virus (HIV). O HIV se multiplica dentro do linfócito CD4, um glóbulo branco importante para o sistema imune. Eles são responsáveis por reconhecer a natureza do invasor e recrutar as outras células de defesa para atacá-lo e destruí-lo. Como os CD4 não conseguem exercer as suas funções, as outras células de defesa perdem a sua eficácia expondo o indivíduo à doenças oportunistas. O diagnóstico da AIDS é feito por exames laboratoriais (ELISA e Western Blot) que detectam os anticorpos produzidos contra o HIV, pois se há anticorpos também há a presença do vírus.
A transmissão ocorre pelo sangue, por relações sexuais, agulhas contaminadas e transfusão. A prevenção mais utilizada é a camisinha que tem eficácia entre 90-95%. Outros meios de prevenção são: redução do número de parceiros sexuais, tratar DSTs se houver, não compartilhar agulhas e seringas, exigir material descartável ao coletar sangue, se for mulher HIV-positiva evitar a gravidez e caso ocorra tomar os antirretrovirais. São comuns nesses indivíduos alterações no perfil lipídico e glicêmico aumentando a incidência de obesidade, doenças cardiovasculares e diabetes. Uma ingestão insuficiente de nutrientes nesses pacientes afeta diretamente sua resposta ao tratamento.
A nutrição tem como objetivos minimizar a perda de peso corporal, de massa magra, a imunossupressão e a ocorrência de doenças oportunistas. Alimentos ricos em vitaminas e minerais antiinflamatórios e antioxidantes são essenciais para a melhora do quadro inflamatório e do estresse oxidativo. Frutas vermelhas, peixes, cereais como linhaça e chia, azeite extra virgem, crucíferos e legumes contém substâncias como flavonóides, fibras, ômegas e outros ativos que contribuem para a melhora do quadro nutricional dos pacientes. Referências: FERREIRA, R.S. et al. Nutrional status of patients with HIV/AIDS. Journal of Nursing, v.6, n.6, p.1321-30, 2012.
Por Joyce Rouvier
NULL

