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Após salto de casos, prefeito de cidade do Tocantins volta atrás em medidas contra coronavírus

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CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Após um salto de casos do novo coronavírus em poucos dias, o prefeito de Araguaína (TO), Ronaldo Dimas (Podemos), decidiu voltar atrás nas medidas de prevenção ao novo coronavírus e restringir reuniões familiares, suspender missas e cultos, fechar comércios e até proibir a venda de bebidas alcoólicas para evitar aglomerações pela cidade. No final de março, Dimas revogou trechos do primeiro decreto municipal de resposta à pandemia, mantendo aberto o comércio e parte dos serviços. Na ocasião, ele disse ter levado em consideração o pronunciamento em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criticou as medidas de isolamento social indicadas pela Organização Mundial da Saúde. Até então, restaurantes, padarias, salões de beleza e estabelecimentos similares podiam abrir. O prefeito tinha proibido apenas a venda de bebidas alcoólicas nos locais e estabeleceu a obrigatoriedade de espaçamento mínimo de dois metros entre as mesas. Na última semana, porém, a cidade teve um salto de casos do novo coronavírus. Nesta terça-feira (28), 17 pacientes foram confirmados com a doença, entre eles uma criança de 11 anos. Somando, são 55 pessoas infectadas na cidade. No Tocantins, são 137 casos e três mortes. Assim, Dimas resolveu dar um passo atrás e retomar as restrições. O novo decreto suspende atividades em igrejas e outros centros religiosos, assim como em academias, feiras, motéis, clínicas de estética e barbearias. Também limita o número de pessoas em reuniões familiares e proíbe totalmente a venda de bebidas alcoólicas no município. O atendimento só pode ocorrer agora por entrega ou retirada no local, e os estabelecimentos que permanecem abertos serão responsabilizados caso não sejam usadas máscaras no seu interior.

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