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Como a nutrição pode ajudar no transtorno bipolar]>

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- <![O transtorno bipolar é caracterizado por uma desordem neurológica com episódios de mania/hipomania e depressão. Os sintomas mais característicos são a ansiedade, psicose, impulsividade, melancolia, distúrbios cognitivos e do sono. Ele está frequentemente associado à inabilidade, morbidade e morte prematura pois, provoca alterações física e psíquicas incluindo o aumento na prevalência de doenças cardiovasculares, enxaqueca, diabetes, síndrome metabólica e obesidade. As taxas de síndrome metabólica em diferentes países são alarmantes e variam de 16,7 a 49%. A maioria dos pacientes são tratados com medicamentos que na maioria das vezes provocam efeitos colaterais, como o lítio que pode causar perda de memória, tremores e ganho de peso. Estudos mostram que pacientes com alterações neurológicas costumam ter algumas deficiências nutricionais como ômega-3, vitaminas do complexo B, minerais e aminoácidos precursores de neurotransmissores. O baixo consumo de peixes está diretamente relacionado à maior incidência de desordens mentais. Para esses pacientes a dose ideal de ômega-3 é bem mais alta, em torno de 9,6g/dia. Os pacientes com essa desordem produzem mais vanádio o que contribui para os episódios de mania, depressão e melancolia. A vitamina C age como protetora dos malefícios causados pelo vanádio em excesso. Estudos demonstram que em torno de 80% dos pacientes há uma deficiência de alguma vitamina do complexo B associada à uma anemia, facilmente sanada com alimentos ricos nessas vitaminas como frutas, verduras, legumes e carnes magras. Já o ômega-3 é necessário, pois o cérebro precisa dele na transmissão de sinais adequados para o pensamento, humor e emoções. Referências: LAKHAN, S.E.; VIEIRA, K.F. Nutritional therapies for mental disorders. Nutrition Journal, v.7, n.2, 2008. Por Joyce Rouvier

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