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Doenças do glúten e nutrição]>

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- <![A doença celíaca é uma condição autoimune, sendo causada pela intolerância permanente ao glúten, principal fração protéica presente no trigo, centeio, cevada e na aveia, e se expressa mediada por linfócitos T em indivíduos geneticamente predispostos. Pesquisas mostram que ela atinge pessoas de todas as idades, mas é mais prevalente em crianças de 6 meses a 5 anos de idade. Foi observada também uma prevalência maior em mulheres. Estima-se que existam 300mil brasileiros com a doença com uma maior prevalência na região Sudeste. Existem três tipos: a clássica, a não clássica e a silenciosa. A clássica caracteriza-se pela presença de diarréia crônica, em geral acompanhada de distensão abdominal e perda de peso. Esta forma pode ter uma evolução grave (crise celíaca) que se não tratada pode ser fatal por levar a desidratação grave. A forma não clássica ocorrem ou não manifestações digestivas e, quando ocorrem ocupam um segundo plano. Podem ocorrer anemias por ferro ou B12, osteoporose, artrites, manifestações psisquiátricas, edema, entre outros. A forma silenciosa caracteriza-se por alterações solorólógicas ou histológicas da mucosa do intestino delgado e ausência de manifestações clínicas. O tratamento consiste na retirada da dieta todos os alimentos que contenham glúten. Muitos alimentos do nosso cotidiano contém o glúten e por isso muitas vezes à adesão à dieta não é boa, principalmente nos adolescentes. Essa mudança no estilo de vida muitas vezes incomoda aos celíacos, que muitas vezes fogem de situações em que tenham que se confrontar com os alimentos com glúten. A exclusão do glúten pode levar à ingestão de alimentos hipercalóricos e consequentemente ao sobrepeso, daí a necessidade do acompanhamento nutricional. O danos às vilosidades intestinais pode causar uma deficiência de vitaminas e minerais que deve ser sanada com uma dieta equilibrada e isenta de glúten. Referências: Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas: doença celíaca. Portaria SAS/MS n.307, 2009. ANDREOLI, C.S. et al. Avaliação nutricional e consumo alimentar de pacientes com doença celíaca com e sem transgressão alimentar. Rev Nutr, v.26, n.3, 2013. ARAUJO, H.M.C. et al. Doença celíaca, hábitos e práticas alimentares e qualidade de vida. Rev Nutr, v.23, n.3, 2010. Por Joyce Rouvier

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