Após o governo britânico negar a entrada de Kanye West no Reino Unido, o festival que trazia o rapper como headliner foi cancelado. O Wireless Festival estava previsto para ocorrer em Londres entre os dias 12 e 14 de julho, mas, as autoridades não liberaram a autorização eletrônica de viagem para Ye.
O anúncio de Kanye West como artista do festival gerou críticas nas redes sociais, por conta de declarações antissemitas feitas pelo artista. O cancelamento do festival se deu após a saída de patrocinadores da organização do evento, que perante a onda de comentários negativos, decidiram não se associar ao rapper.
Em um comunicado, divulgado nas redes sociais, a organização do festival confirmou a decisão do cancelamento da edição. "Como resultado da recusa de entrada de Ye no Reino Unido pelo Ministério do Interior (Home Office), o Wireless Festival está cancelado. Todos os portadores de ingressos receberão um reembolso total automático", diz a postagem.
Posição de Kanye West
Antes da oficialização do cancelamento do festival, West emitiu um comunicado no qual declarava acompanhar a recepção negativa a sua performance. Segundo o cantor, essa seria uma chance de "apresentar um show de mudança".
"Tenho acompanhado a conversa sobre o Wireless e quero abordar isso diretamente. Meu único objetivo é ir a Londres e apresentar um show de mudança, trazendo união, paz e amor por meio da minha música", afirmou. "Também estou disposto a me encontrar pessoalmente com membros da comunidade para ouvir. Sei que palavras não são suficientes - vou ter que mostrar mudança por meio das minhas ações. Se vocês estiverem abertos, estou aqui."
Críticas e reação do festival
Keir Starmer, primeiro-ministro, foi um dos que se demonstrou contrário a participação de West no Wireless Festival. "Todos têm a responsabilidade de garantir que a Grã-Bretanha seja um lugar onde pessoas judias se sintam seguras", declarou.
Melvin Benn, diretor do festival, havia saído em defesa da permanência de West no line-up. Ele categorizou as declarações do rapper como inaceitáveis, no entanto, afirma acreditar em segundas chances para o artista. "Testemunhei muitos episódios de comportamento desprezível que precisei perdoar e seguir em frente", disse.



