É o que mostram os dados do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo) divulgados nesta sexta-feira (31). O dado é o principal indicador da qualidade de ensino público do estado, hoje sob gestão João Doria (PSDB).
O índice, criado em 2007, leva em conta os resultados do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) nas disciplinas de língua portuguesa e matemática e o fluxo escolar do aluno (taxas de aprovação, reprovação e abandono).
Passaram pela avaliação, em novembro de 2019, cerca de 1 milhão de alunos do 5°, 7° e 9° anos e 3° ano do ensino médio de todo o estado.
No ensino médio, o índice caiu de 2,51 para 2,44 em um ano. O número vinha em uma trajetória de aumento desde 2013. A meta do governo é chegar a 5 em 2030.
Nos anos iniciais do fundamental (1° ao 5° ano), o Idesp subiu de 5,55 para 5,64 no período. Já nos anos finais (6° ao 9° ano), foi de 3,38 para 3,51. Os índices de 2019 dessa etapa da educação foram os maiores desde 2010.
O governo Doria iniciou no ano passado tratativas com prefeituras para municipalizar todas as escolas de anos iniciais do ensino fundamental ainda sob gestão do estado, o que atingiria 627 mil alunos do 1º ao 5º ano da rede estadual.
Os dados divulgados nesta sexta-feira, mostram que o desempenho dessa etapa piorou em português e melhorou em matemática. Já entre os estudantes do ensino médio, caiu nas duas disciplinas.
A gestão Doria assumiu com a meta de colocar São Paulo na liderança do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Atualmente, o estado está em sexto lugar.
Entre 2005 e 2017, São Paulo foi apenas a 16ª unidade da federação que mais evoluiu no indicador.
O mandato de Doria é o sétimo seguido do PSDB no estado.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, sob gestão Rossieli Soares, afirma em nota que o ensino médio "assim como em escala nacional, é um dos gargalos da educação pública paulista", sem especificar razões que podem ter contribuído para a queda no índice entre alunos desse ciclo.
A pasta diz ainda que implementou uma série de ações pedagógicas para "melhorar a qualidade desta etapa da escolaridade e torná-la mais atrativa".
Citam, por exemplo, o programa Inova Educação, que incluirá no currículo obrigatório duas aulas por semana de uma atividade chamada projeto de vida, mais duas aulas do componente eletivas e uma de tecnologia. Segundo a secretaria, mais de 110 mil professores já foram capacitados para o programa.
O programa aumenta em 15 minutos o tempo diário de aulas na rede estadual e enxuga em 10% a duração das disciplinas tradicionais, como matemática e português. O objetivo é ampliar o número diário de aulas de seis para sete, abrindo espaço para componentes extracurriculares.
