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Tratamento nutricional do HIV

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- A terapia antirretroviral ajudou na redução da morbidade e mortalidade de pacientes portadores de AIDS, mas também trouxe alguns efeitos colaterais com o seu uso prolongado, como a diabetes, a nefrotoxicidade e a dislipidemia. A desnutrição nesses pacientes é frequente levando a um enfraquecimento crônico, perda de massa magra e piora da imunidade. Essa desnutrição está associada a baixa ingestão calórico-protéica, diarréias crônicas, vômitos e alterações metabólicas. Essas alterações incluem aumento de gasto energético, alterações protéicas e lipídicas. Esses pacientes também sofrem deficiências de vitaminas e minerais, como as vitaminas A, C, B12 e B6 e, os minerais zinco e selênio. Deficiências relacionadas com um aumento do estresse oxidativo e à fraqueza da defesa antioxidante. Além das citadas acima, estudos demonstraram que esses pacientes apresentam uma elevada excrição urinária de vitamina E. A deficiência de vitamina A está relacionada com a diminuição das células CD4. Essas deficiências são atribuídas à má absorção e/ou a alterações no mecanismo modulador intracelular entre os sistema imune e metabólico. Os objetivos da terapia nutricional para AIDS são: evitar ou reverter a desnutrição, fornecendo os níveis adequados de macro e micronutrientes, minimizar os sintomas de má absorção e os efeitos da terapia antirretroviral, manter a composição corporal e melhorar a qualidade de vida. Alguns casos necessitam de uma suplementação vitamínica e por isso uma prescrição médica e/ou nutricional é essencial. Referências: CUPPARI, L. Guias de medicina Ambulatorial e Hospitalar: nutrição. Nutrição Clínica no adulto, 2 ed, São Paulo, 2005. Por Joyce Rouvier

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