Com uma enorme abstenção no primeiro turno (542.062 eleitores não compareceram para votar) e uma avalanche de votos nulos (216.142), é impossível prognosticar o resultado da segunda fase dessa eleição suplementar.
Vai pesar menos o resultado do primeiro turno ou as alianças oportunistas com aqueles que procuram fugir do isolamento politico e se agarram nas possibilidades de cada candidato, e mais o sentimento de um eleitorado revelado nos números de votos nulos e da grande abstenção registrada no domingo.
Quem não souber decifrar essa mensagem muito provavelmente verá esse jogo ser encerrado sem aplausos ou comemorações,
O pior sentimento de quaisquer dos dois candidatos é pensar que ja ganhou. Há uma longa batalha pela frente.
Ganhará o jogo aquele que tiver mais talento, mais capacidade de convencer o eleitorado de que, se não pode resolver todos os problemas criados pelo governo interino do deputado David Almeida, ao menos terá a capacidade de recompor o governo, tapar os buracos, manter os serviços essenciais e denunciar os abusos cometidos com o dinheiro público.
O oferecer mais do que isso, num quadro de crise aguda pela qual passa o Amazonas, é tentar iludir o eleitor.
DILEMA DO PT
Ser ou não ser, ou não ser sendo. Este parece ser o dilema do velho PT, o partido das correntes, para o segundo turno. Entre Amazonino e Braga existe um ‘mar de opiniões’: Sinésio quer Braga; Zé Ricardo não quer ninguém; uma corrente quer o Negão... Será?
ZÉ RICARDO FEDERAL
De bem com a vida, o deputado estadual José Ricardo Wendling, depois dos 181 mil votos contabilizados no domingo, vira a estrela do PT para as eleições de 2018 no Amazonas. O seu nome agora cresce na cotação para disputar a Câmara Federal.
MIRANDO O SENADO
Caso Amazonino Mendes (PDT) vença o segundo turno da eleição suplementar, os deputados Pauderney Avelino (DEM) e Silas Câmara (PRB) serão nomes fortes para o Senado em 2018. O Negão está mais do que satisfeito com os dois.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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