2015 entra apertado e não se sabe como vai terminar. O ano velho deixa feridas, calos nas mãos, mas foi uma etapa vencida. Iniciou com perspectiva de crescimento e muito otimismo. Entrou no seu último dia contabilizando perdas. O novo ano inicia sob um manto de dúvidas. O que se sabe é que não vai ser fácil manter os empregos, a escola dos filhos, o pão sobre a mesa. Há sinais muito claros de recessão.
Na prática, a esperança de um País melhor morreu - em parte com o ano que envelheceu. O brasileiro terá pela frente, neste 2015, mais uma vez, a difícil tarefa de reconstruir sonhos que lá na frente os políticos transformam em pesadelos.
CRÍTICAS DE OCASIÃO
O advogado Gaitano Antonaccio criticou o governador José Melo (Pros) pelo fato de este ter afirmado que quem não cumprir metas estará fora de seu secretariado. Antonaccio também fez beicinho para a afirmação do prefeito Artur Neto (PSDB), de que vai manter Manaus sob rédeas seguras. Parece que Antonaccio está carente e quer carinho.
NÚMEROS DO TRÁFICO
O delegado geral Josué Rocha afirma que, nas 30 operações especiais efetivadas em 2014 pela políci do Amazonas, foram presas cerca de 250 pessoas e quase 50% estavam envolvidas com o tráfico de drogas.
MUNICÍPIOS AMEAÇADOS
Os rios de água barrenta do Amazonas são conhecidos pela impetuosidade de suas correntezas e a força das águas provoca na orla das cidades ribeirinhas a chamada “quebra de barranco”. Atualmente, nove cidades do interior – Tabatinga, Jutaí, Codajás, Manacapuru, Urucurituba e Maués, no Solimões/Amazonas; Borba e Manicoré, no Madeira; e Lábrea, no Purus - vivem o drama e aguardam a liberação de recursos federais para obras de proteção e recuperação de suas orlas fluviais. Os convênios assinados somam R$ 72 milhões, mas a demora do Ministério da Integração Nacional em liberar o dinheiro deixa as cidades ameaçadas de desbarrancar.
DESORDEM ECONÔMICA
Apesar de o governo tentar esconder a qualquer custo os números negativos do país, o Brasil entra em 2015 num clima de desordem econômica. Até novembro contabilizava-se um rombo de R$ 18,3 bilhões nas contas do governo federal, o pior resultado nos últimos 18 anos. Um relatório do FMI afirmava não observar “expansão dos investimentos no Brasil”, porque os empresários “desconfiam do ambiente institucional brasileiro”. Analistas do banco destacaram a remarcação de preços e deterioração do déficit em conta corrente.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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