O concurso realizado pela Câmara Municipal de Manaus não seguiu a chamada lei de cotas, que beneficia negros, índios e quilombolas. A lei já é um excrescência forjada na esteira de uma politica supostamente afirmativa que coloca o negro e o índio numa posição de inferioridade.
Um concurso para cargos públicos visa selecionar os melhores quadros, as melhores mentes, independentemente da etnia ou cor da pele. O objetivo é encontrar os mais capacitados para servir a sociedade.
Na prática, a cota coloca negros e índios em posição de sujeição, numa acomodação imposta, imprópria, imoral e indecente, ao tempo em desincentiva o estudo e a pesquisa.
Se isso não é racismo às avessas, o que é então, uma vez que pune o conhecimento, a pesquisa, o saber ?
As entidades que defendem a cota racial dizem que "n ão é favor, é uma justiça histórica, e tratá-la com uma linguagem ofensiva, de desprezo, de apagamento, é potencializar o código de linguagem que dá suporte ao racismo” .
Lindas palavras, mas o que essas entidades fazem é desvalorizar o negro e o índio, negando o potencial que eles têm.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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