O senador Omar Aziz (PSD-AM) está na equipe de transição de governo e em uma área na qual se identifica - segurança pública. Pode ser um passo para se tornar ministro - até pelo importante papel desempenhado na oposição ao bolsonarismo e seu protagonismo na CPI da Covid.
A torcida para que ocupe um ministério é grande - maior no PT, que ocuparia a vaga do senador pelo Amazonas, mas não para Omar, menos ainda para Lula.
A razão é simples: Omar é um articulador, sabe conviver com as diferenças e é peça importante em um Congresso disposto a ser mais hostil e ao mesmo tempo fisiológico. Lidar com esses dois lados da oposição é o desafio de Lula.
A presença de Omar no Senado, como um dos lideres do governo, é fundamental para viabilizar os projetos que Lula delineia para o Brasil.
Ser ministro ou ser convidado a ser ministro é tentador, estimula instintos de poder que se sabe transitórios e de alto risco, mas cresce à medida em que é incentivado por aduladores.
Omar foi eleito senador e seus eleitores gostariam que não cedesse. Se é para defender o governo Lula, cercado por hostilidades, melhor ficar onde ocorrerá o melhor combate: o Senado. A escolha de Omar selará o seu destino…
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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