Nada contra os políticos. Eles formam um dos poderes da República que, quando funciona, a democracia ganha vitalidade na medida em que seus representantes legislam e fiscalizam as ações do Executivo. O Legislativo, ao menos em tese, representa o povo. Mas a prática é outra: os políticos, que formam a estrutura desse Poder, estão sempre pensando na próxima eleição e como podem comandar as cidades e administrar orçamentos, ditar as regras de um jogo onde o principal ator, o povo, geralmente é excluído.
Vejam só: a mais de 500 dias da próxima eleição já tem políticos encomendando pesquisa sobre a preferência do eleitorado para prefeito de Manaus. Como se essa preferência não se diluísse com o tempo. Alguns que aparecem na linha de frente geralmente terminam como fantasmas, com popularidade diluída.
Ser o “fodão”é coisa boa, quando natural. Mas o erro de alguns políticos é “forçar a barra” para ficar no centro das atenções. Isso, quanto mal administrado e em razão de transtornos de personalidade, produz exatamente o contrário do pretendido: rejeição e antipatia.
O eleitor tem uma leitura própria desse tipo de político. Uma dos sintomas, logo notado, é que não conclui mandato e está sempre propenso a pular de cargo a cada eleição, fazendo uma escadinha que pode levar ao topo, mas produz caos – pela falta de equilíbrio e experiência. Manaus não merece.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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