Houve um tempo que os candidatos se preocupavam em elaborar programas de governo e fazer propostas. O eleitor votava porque tinha suas demandas priorizadas ou porque tanto fazia um ou outro. Ele escolhia na hora e pronto. Era aquela máxima de que os políticos são todos iguais. Com o advento da internet e dos aplicativos de celular ficou claro que esse eleitor tinha razão. São iguais mesmo, com pequena diferença. Uns mentem descaradamente, outros moderadamente…
A divulgação no Kwai e TikTok de vídeos (compartilhados por mais de 5 milhões de pessoas) de que houve fraude no primeiro turno da eleição presidencial, é só um exemplo. Mas tem mentira dos dois lados, como outro vídeo no qual Bolsonaro aparece comendo carne de índio com banana.
No Amazonas foi rasgada norma do Tribunal Superior Eleitoral de que é crime divulgar ou compartilhar “fatos sabidamente inverídicos”. A semana terminou com a maciça divulgação de um áudio pelo aplicativo WhatsApp,"informando" que o Auxilio Estadual deixaria de ser pago pelo governador Wilson Lima após o segundo turno. A mentira está no fato de que o auxílio não é uma concessão de um governo benevolente com os mais pobres. É lei que o Executivo tem que cumprir.
Os políticos recorrem às noticias falsas porque são velozes e contêm o “veneno” que provoca forte reação dos eleitores, levando-os a mudar de opinião. Já a verdade, que vem depois, chega lenta e quase invisível.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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