O general romano Pompeu conclamava seus marinheiros amedrontados a partir para a guerra: “Navegar é preciso, viver não é preciso”. Fernando Pessoa imortalizou a frase no poema “Navegar é preciso”. Ulysses Guimarães a usou como lema para enfrentar a ditadura militar “olhando ao longe a terra da liberdade”. O Amazonas, que é um mar de rios e lagos, onde os caminhos são feitos de água, necessita agora de um navegador de ‘longo curso’ para comandar o barco e atravessar o temporal com segurança.
Quem vencer a eleição de agosto terá um tempo curto demais para sustentar a travessia iniciada pelo governador José Melo. Por isso, o ‘escolhido’ precisa ser um navegador experiente. Se for um ‘novato’ vai precisar de pelo menos um ano para se adaptar às engrenagens da máquina burocrática. Aí já estará no meio do furacão eleitoral de 2018 e será dominado pelos interesses dos concorrentes: os contra e os a favor.
MELO RECORRE AO STF
O governador José Melo deve recorrer ainda hoje contra a decisão do TSE que cassou o seu mandato. Entre hoje e amanhã, também é esperada a divulgação da Ata da reunião do TSE que cassou o mandato do governador. Se isso ocorrer como previsto, o TRE empossará imediatamente no cargo o presidente da Assembleia Legislativa, David Almeida, enquanto prepara a realização de nova eleição, que deve ocorrer em 90 dias.
ARTHUR TENTA EMPLACAR O FILHO COMO VICE
Sem poder de articulação e com a popularidade em baixa, o prefeito Arthur Neto está encontrando dificuldade para emplacar o filho, Arthur Bisneto, como vice em uma das chapas que disputarão a eleição solteira deste ano no Amazonas.
BRAGA TORCIA POR NOVA ELEIÇÃO
O senador Eduardo Braga desejava que o TSE decidisse por novas eleições no Amazonas, e não que optasse, com a cassação do governador José Melo, pela posse do segundo colocado nas eleições de 2014, no caso ele próprio. É que nova eleição dá legitimidade para as mudanças que são necessárias fazer para colocar, segundo ele, o Amazonas no caminho do crescimento e da geração de empregos.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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