O transporte escolar se transformou num grande negócios para uma única empresa no Estado do Amazonas. Rende anualmente R$ 100 milhões e é feito sem nenhum controle. Fora uma planilha de rotas, que a própria empresa confecciona, nada mais é checado - nem a qualidade do serviço, nem a segurança dos alunos que o utilizam. Pior, o governo insiste em um processo que privilegia a Dantas Transportes, que acaba de ter seu contrato, formalizado de forma precária, prorrogado por mais 90 dias. Nesse período a Dantas vai receber mas R$ 20 milhões.

De março até aqui a empresa faturou R$ 50 milhões, considerando os R$ 6,7 milhões pagos a mais pela Seduc por serviços supostamente realizados sem cobertura de 6 de fevereiro a 28 de março.
O serviço é precário e imoral. Precário porque o contrato foi feito a revelia da Lei no 8.666/93 -Lei das Licitações. Imoral porque não se sabe a origem nem a formação de motoristas e monitores ( ou se há monitores acompanhando os alunos no embarque e desembarque (como determina o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE), ou como anda a estrutura física dos veículos e até que ponto o aluno é transportado com segurança.
O contrato é mais uma negócio entre amigos e alvo de investigação do Ministério Público de Contas e do Ministério Publico Federal.



Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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