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Análise: Era Goldman no PSDB é golpe em Doria e esperança para Serra

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SÃO PAULO - Ter um aliado na presidência de um partido não é coisa à toa. O mesmo pode ser dito do contrário, quando lá se instala um inimigo. A chegada do ex-governador paulista ao comando nacional do levou, num único golpe, alegria e tristeza ao tucanato paulista. Se foi um balde de água fria no prefeito , não se pode dizer o mesmo do senador , que deve ter dado pulos de alegria com o anúncio de que o amigo e aliado foi alçado à direção da sigla, a mesma que ele já pensou em deixar algumas vezes por causa de um isolamento político. Para o governador , o impacto da substituição do presidente interino do partido ainda não está dado.

O é público e notório, ganhou a internet e os jornais no mês passado com um bate-boca filosófico sobre pijamas e velhice. A ascensão do inimigo declarado ao posto máximo da hierarquia partidária, mesmo que temporária, é mais um revés para a lista do prefeito que tenta ser candidato a Presidência da República. É verdade que tem pouco efeito prático na pré-candidatura de Doria, já fragilizada por tropeços do próprio nos últimos meses. Mas é inegável o abalo para o status político do prefeito; isso pra não falar na autoestima. Política é feita de símbolos.

No outro extremo, Serra, que estava desacreditado dentro do PSDB, avança algumas casas na recuperação de espaço político no partido. É a primeira vez desde 2010, quando o senador concorreu ao Planalto, que o grupo político de Serra retoma um posto de destaque na estrutura do partido. E isso se dá justamente quando , animado com a possibilidade de que seus inquéritos na Lava-Jato caminhem a passos lentos. Mas, dizem aliados, ele nunca deixou de lado o sonho de voltar a disputar a Presidência. A alçada de Goldman à direção do PSDB certamente fez os olhos de Serra voltarem a brilhar nesse sentido.

Para o governador Geraldo Alckmin, o placar do ganha e perde com a ascensão de Goldman ainda não está dado. A , que destituiu Tasso Jereissati da presidência do PSDB, deu-se mais pelo fortalecimento do senador mineiro e o risco que isso representa para a imagem do PSDB e para o próximo candidato da sigla ao Planalto do que pela nomeação de Goldman.

Já há quem defenda no PSDB de São Paulo um impedimento do “reinado” de Goldman e a antecipação das eleições internas marcadas para dezembro. Se isso não prosperar, são exatos 30 dias para que Goldman entregue a direção do partido ao novo titular. Dois nomes estão na briga: Marconi Perillo, governador de Goiás, e o próprio Tasso Jereissati. Pode ainda correr por fora, se convencido a disputar a presidência do partido, Geraldo Alckmin. Só resta esperar para conferir, quem vai rir e chorar por último.

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