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Bolsonaro: educação evita que pessoas tenham mais filhos para ‘engordar’ programas sociais

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BRASÍLIA — O deputado e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL-RJ) fez uma defesa de planejamento familiar e afirmou que pessoas que tem mais educação não terão mais filhos com objetivo de receber mais recursos de programas sociais. O candidato participou da Marcha dos Prefeitos e chegou a ser vaiado em alguns momentos ao defender mais gestão em vez de prometer mais recursos. Foi aplaudido também em alguns momentos ao fazer um diagnóstico crítico da situação financeira do país.

A fala sobre planejamento familiar foi feita em resposta a uma pergunta da organização sobre investimentos em saneamento básico.

— Não estou autorizado a falar isso, mas coloquei na mesa. Gostaria que o Brasil tivesse um programa de planejamento familiar. Um homem e uma mulher com educação dificilmente vai querer ter um filho a mais para engordar o programa social dele. É a responsabilidade que tem de ter um homem e uma mulher — disse Bolsonaro.

Em entrevista após sua participação no evento disse que não estava defendendo "controle de natalidade", mas que o governo facilitasse acesso a laqueadura e vasectomia a quem desejar.

— Planejamento não é controle. A China acaba de suspender o controle. Planejamento é dar meio aos homens e mulheres que não tenham. Para aqueles que não querem ter — afirmou o presidenciável.

Durante os cerca de 30 minutos que falou aos prefeitos o pré-candidato foi vaiado em algumas oportunidades ao propor mais gestão para resolver problemas dos municípios. Foi aplaudido, porém, ao fazer críticas à situação financeira do Brasil, como ao dizer que o país é um avião que vai "bater em uma montanha". Arrancou também gargalhadas ao comparar a situação do país a de quem casa com uma viúva que tem sete filhos.

— O Brasil está arrebentado. Me lembro da história do meu tio que casou com uma viúva com sete filhos. Até hoje não foi para a lua de mel. É a situação do Brasil — disse.

O candidato, que se notabiliza por um discurso de combate à corrupção, afirmou que o Ministério Público precisa ser "parceiro" e que os gestores não podem administrar com medo.

— Tem que ter coragem para falar do Ministério Público. Qual prefeito não fica com medo, preocupado, com o Ministério Público, de ter de responder por improbidade? Tem que mudar isso. Não é dizer que não vai ter fiscalização. Temos que ser prefeito, governador e presidente sem medo_ afirmou.

Na entrevista, Bolsonaro afirmou que o combate à corrupção tem que continuar, mas que é preciso ter "bom senso". Afirmou que um fiscal não pode chegar fazendo autuações, mas teria de primeiro dar orientação.

O pré-candidato afirmou também que trabalho análogo à escravidão não pode levar à expropriação de terras. Disse que apenas quando for detectado trabalho escravo a medida deveria ser implementada.

— Hoje análogo também é escravo. Análogo é uma coisa. Escravo é outra — disse o deputado.

Sobre reforma da Previdência, o candidato disse que o primeiro passo deveria ser acabar com as incorporações de gratificações e funções. Disse que uma alternativa que pode ser apresentada é criar um novo modelo de previdência e oferecer aos trabalhadores oportunidade de escolha. Sustentou, porém, que o modelo atual irá "explodir".

O candidato comentou ainda postagem feita em rede social na qual diz ter recusado oferta de compra de voto na emenda da reeleição no governo Fernando Henrique Cardoso. Questionado se recebeu uma oferta direta, respondeu:

— Só faltou alguém ir na tribuna anunciar.

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