Início Brasil Câmara adia votação de urgência para pacote fiscal após impasse
Brasil

Câmara adia votação de urgência para pacote fiscal após impasse

Câmara adia votação de urgência para pacote fiscal após impasse
Câmara adia votação de urgência para pacote fiscal após impasse

A Câmara dos Deputados adiou para esta quarta-feira (4) a votação do regime de urgência para medidas de cortes fiscais propostas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.. Nesta terça-feira (3) foi protocolado o pedido de urgência para a tramitação das medidas de cortes fiscais apresentadas pelo governo, mas um impasse entre as bancadas levou ao adiamento para amanhã. 

A aprovação da urgência aceleraria a tramitação, mas o governo encontra dificuldades para unificar sua base no Congresso. Líderes como Antonio Brito (PSD-BA) e Elmar Nascimento (União-BA), cruciais para atingir o número mínimo de assinaturas, só formalizaram apoio nesta terça-feira. O líder do governo, José Guimarães (PT-CE), afirmou que as medidas devem ir à pauta ainda esta semana.

O pacote prevê economizar R$ 375 bilhões até 2030, mas enfrenta resistências entre lideranças parlamentares e setores insatisfeitos com novas regras de emendas. Entre os ajustes propostos estão mudanças no salário mínimo e nos benefícios sociais, além de gatilhos para bloquear incentivos tributários em cenários de déficit. Ainda não foram propostos ao Legislativo os projetos que tratam de mudanças no Imposto de Renda e na Previdência dos militares.

Nesta terça-feira, a base governista defendeu o pacote como um esforço para equilibrar as contas públicas de forma mais justa. Parlamentares como Tadeu Veneri e Merlong Solano acusaram setores da oposição de criticar seletivamente as medidas e proteger privilégios. Eles defenderam a necessidade de uma distribuição equilibrada dos ajustes entre diferentes segmentos da sociedade.

Houve também ponderações sobre os limites do ajuste, com parlamentares como Jandira Feghali destacando a importância de proteger programas sociais. Chico Alencar enfatizou que o equilíbrio fiscal não pode pesar sobre os mais vulneráveis, enquanto a reforma do Imposto de Renda e ajustes em políticas sociais continuam no centro do debate.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?