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Eunício diz que, sem Lula, é uma incógnita para onde irão os votos

BRASÍLIA - Um dia após a decisão do Supremo Tribunal Federal (), o presidente do Senado, (PMDB-CE) admitiu nesta quinta-feira que a impossibilidade da candidatura do ex-presidente Lula a presidência terá um impacto político no Ceará, onde cerca de 60% dos eleitores que votariam nele ficarão órfãos e não se sabe para onde vão. Eunício, que já declarou intenção de apoiar uma candidatura Lula se o PMDB não tivesse candidato próprio, está cada vez mais próximo do governador do PT no estado, Camilo Santana, que o derrotou nas últimas eleições para o governo do estado.

Hoje os dois se reuniram com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, para discutir agilização da construção de presídios no Ceará e liberação, pelo Exército, da compra de 13 mil armas já licitadas para aparelhar as polícias militar e civil.

Questionado especificamente sobre o resultado da votação no STF que rejeitou o habeas corpus de Lula, Eunício repetiu que, como presidente de um poder, não iria emitir opinião sobre a atuação de outro poder, que é independente. Mas em relação ao impacto político da condenação que deixou Lula inabilitado pela lei da ficha limpa, Eunício disse que , com o julgamento, vai ser muito difícil reverter a impossibilidade de Lula ser candidato, mas que isso ainda não é conclusivo, apenas uma hipótese.

— Na última pesquisa que recebi no meu estado, Lula tinha em torno de 60% das intenções de voto. Para onde é que vão esses votos, aí não dá pra fazer avaliação. Isso nem está consolidado ainda. Pelas estatísticas de pesquisas previamente feitas em relação a isso, não se pode desprezar a liderança política de Lula no Brasil. Agora para onde migrarão esses votos, eu não tenho nem ideia.

A não candidatura de Lula, segundo Eunício, será especialmente sentida pelo eleitorado do Nordeste.

— Pelas estatísticas sim. As pesquisas prévias mostram isso. Não se pode desprezar a liderança política do ex-presidente Lula — disse Eunício, completando:

— Toda saída é uma perda.

Pela manhã ele e o governador Camilo Santana se reuniram, no gabinete do Senado, com o ministro Raul Jungman. Na pauta, a discussão de formas de agilizar a construção de presídios no Ceará, estados que enfrenta um dos mais graves problemas de violência provocados pelo crime organizado. Segundo Eunício há necessidade de transferência dos presos das cadeias públicas para presídios, mas a construção de um presídio leva cinco anos em média.

A solução seria a construção usando material pré-moldado, o que reduziria esse prazo para cerca de 8 meses. Mas há alguma pendência no Tribunal de Contas sobre a agilidade na compra desse material que precisa ser contornada.

Outra questão tratada foi sobre a liberação do Exército para a compra de 13 mil armas já licitadas pelo governo do estado para equipar as polícias.

— Há recursos do Fundo Penitenciário. Ano passado foram devolvidos R$ 1,5 bilhão desses recursos que não foram utilizados, mas é preciso agilizar essas licitações — disse Eunício.

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