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Goldman diz que foi ‘pego de surpresa’ e quer conversa com Tasso e Marconi

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BRASÍLIA — O novo presidente interino do PSDB, Alberto Goldman (SP), disse ter sido "pego de surpresa" pela decisão do senador Aécio Neves (MG) de nomeá-lo para comandar o partido até a convenção de 9 de dezembro, que definirá o novo presidente da legenda. Ele defendeu a necessidade de conversar com o senador Tasso Jereissati (CE) e o governador Marconi Perillo (GO), que se colocam como candidatos à função.

— Eu também fui pego de surpresa. A não ser a partir de ontem a noite, quando tive um chamado do Aécio para estar com ele aqui. Não podia intuir de estar aqui. Ele me comunicou hoje, em um almoço — disse Goldman.

Ele afirmou que seu papel será de conduzir a disputa interna com "isonomia". Evitou falar sobre um desembarque do governo Michel Temer, reiterando apenas que a decisão da Executiva de permanecer nos cargos segue em vigor. Goldman negou que ocorra interferência externa do governo no PSDB e disse que uma conversa com os candidatos a comandar o partido é "necessária".

— Os dois lideram esse processo que pode ser de disputa, mas pode ser de convergência. Uma conversa necessária é com os dois, os líderes de eventuais chapas que possam vir a disputar. Essa disputa pode ser ruim pro partido, ou até boa, revitalizar o partido, se for mantida dentro de um bom nível — afirmou o presidente interino da legenda.

Evitando se posicionar sobre diversos temas, Goldman sustentou que uma das coisas que o partido precisa ter é "posição" nos debates existentes no país. Ele defendeu que mesmo diante de divergências internas a legenda precisa ter uma ação unificada.

— Qualquer conflito interno não ajuda. A melhor coisa para um partido é ter unidade de ação, uma coisa que faltou ao PSDB nos últimos tempos — disse.

Ele não quis comentar a recente troca de farpas que teve com o prefeito de São Paulo, João Dória, delimitando o fato como uma "questão municipal".

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