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Goldman já esteve nos dois lados do muro tucano

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SÃO PAULO Agora interino na presidência do PSDB, o ex-governador paulista Alberto Goldman já esteve nos dois lados do muro tucano. Como vice-presidente do partido, ele já defendeu tanto a saída quanto a permanência do PSDB no governo de Michel Temer.

Antes mesmo do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, Goldman foi um dos tucanos contrários à adesão do partido ao governo Temer. Já neste ano, diante da crise tucana, aderiu ao discurso da ala governista do PSDB de que a permanência dos tucanos no governo seria um gesto de responsabilidade com o país.

Mais recentemente, avaliou que se os deputados do PSDB votassem em maioria contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na admissibilidade da primeira denúncia contra o presidente não faria sentido a sigla continuar no governo.

Um mês depois voltou à defesa de que deixar o barco do governo atenderia a interesses pessoais de alguns tucanos, mas não os do país. Goldman é muito próximo do senador José Serra e do ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, expoentes da ala governista do PSDB.

Sem participação de fato na direção da legenda, embora vice-presidente, Goldman tem sido voz crítica à postura do PSDB. Em seu blog, o ex-governador publicou um vídeo esta semana em que aponta como maior erro do partido nos últimos tempos a "omissão". Sobraram farpas de Goldman até a Aécio Neves e Tasso Jeiressati.

Veja algumas das declarações Alberto Goldman:

“A meu ver devemos ficar onde sempre estivemos, em oposição ao novo governo que deve assumir e que representa, como uma farsa, a continuidade do atual”.

“A grande preocupação, a maior preocupação e praticamente a única preocupação nossa é garantir que a gente possa ter um país que continue se desenvolvendo ou pelo menos retome o crescimento econômico, e nós achamos que a nossa saída do governo não ajudaria nesse sentido”.

"A questão de ficar no governo está muito vinculada aos votos que o partido vai ter na CCJ (na votação da admissibilidade da denúncia). Não faz sentido a maioria apoiar o acolhimento da denúncia, mas ficar no governo".

"Sair do governo pode ajudar a preservar interesses pessoais ou partidários, mas não ajuda o futuro do país".

"Cada um fala o que quer, falta discussão interna, cada um vota de um jeito. Assim, não funciona como um partido. Não assume nada, não define posições claras."

“A direção do partido não existe. Ela não se reúne nunca, não existe nunca, não discute nunca”,

“Tiramos o governo anterior e colocamos o que está aí, mas como apontaremos os caminhos se não discutimos as perguntas? Para Aécio Neves (presidente do partido afastado) e Tasso Jereissati (então interino), há apenas Brasília e as bancadas. É um erro. Partido tem de ir além dos interesses das bancadas e dos eleitorais.”

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