O jornalista Fernando Pacheco Jordão, ex-chefe de redação da TV Globo de São Paulo, morreu na manhã desta quinta-feira, aos 80 anos, de falência múltipla dos órgãos, após sofrer três derrames nos últimos anos.
Jordão começou a carreira em 1957 como redator e locutor na organização Victor Costa e também teve passagens pelo jornal O Estado de São Paulo, TV Cultura e rádio Difusora.
Fernando Pacheco Jordão é o autor do "Dossiê Herzog", livro que narra o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, durante a ditadura militar.
A Prefeitura de São Paulo, em nota, lamentou a morte de Jordão. "O jornalismo, e especificamente a televisão brasileira, perdem um inovador. Jordão, que atuou nas TVs Cultura e Globo, deixa um legado de ética, profissionalismo e do uso do jornalismo como meio de promoção e formação social".
O governador Geraldo Alckmin também se manifestou em um comunicado: "Foi com tristeza que recebi a notícia da morte do jornalista Fernando Pacheco Jordão, profissional que construiu uma brilhante carreira na comunicação nacional. Fernando levava consigo a marca da coragem. E esse é, sem dúvida, seu grande legado para a imprensa brasileira. A coragem que fez com que lutasse toda a sua vida não só pela liberdade de expressão na imprensa, como também de todos os cidadãos. Por isso é justo dizer que Fernando foi um exemplo de brasileiro. Meus pensamentos e orações estão com sua viúva, filhos e netos".
O corpo de Fernando Pacheco Jordão será cremado nesta sexta-feira, no crematório da Vila Alpina, em São Paulo.

