Segundo Campos Neto, até o final do seu mandato, no encerramento de 2024, o real digital já estará operacional.
Contudo, ele ressaltou que há barreiras de tecnologia para a sua implementação. "Há um dilema entre privacidade (dos dados) e a agilidade do sistema do Drex."
Esse é um problema internacional para as autoridades que estão avançando projetos de implementação de moedas digitais de bancos centrais (CBDCs, na sigla em inglês).
Ao final da sua palestra, Campos Neto foi questionado sobre a agenda ambiental do Banco Central e um dos temas mais importantes é o bureaux de crédito verde. "Estamos trabalhando com outros organismos para tornar mais transparentes impactos de choques climáticos na concessão de credito", ressaltou.
O presidente do Banco Central apontou que é muito melhor para o País ter um mercado de carbono do que apenas cobrar um imposto sobre quem emite CO2. "O Brasil tem a grande floresta nativa para ser monetizada e ter muita condição para extrair dinheiro deste mercado."
*O jornalista Ricardo Leopoldo viajou a Washington a convite do Lide

