SÃO FRANCISCO - Dois dos primeiros investidores da Uber escreveram nesta sexta-feira uma crítica à empresa, por não conseguir dar um fim à “tóxica cultura de assédio”. Mitch e Freada Kapor repreenderam publicamente a companhia depois que a ex-funcionária Susan Fowler contou em um blog que sofreu assédio sexual por parte de um gerente, e que o RH e administração da empresa não apenas não fizeram nada, como se recusaram a punir o infrator e chegaram até a ameaçá-la com uma nota ruim de desempenho.
“O gigantesco sucesso do Uber no mercado de ações e receitas é impressionante, mas não pode nunca permitir uma cultura de desrespeito, de exclusão, de falta de diversidade e que tolere qualquer maneira de assédio" escreveram os Kapors em uma carta online. “A Uber teve inúmeras oportunidades para fazer a coisa certa. Sentimos que chegamos a um beco sem saída."
Os Kapors são os únicos investidores que comentaram publicamente as recentes acusações contra a empresa. O casal criou o Centro Kapor, que promove diversidade e inclusão tecnológica.
A Uber não respondeu imediatamente, mas repetiu seu compromisso para “investigar as acusações de Fowler”.

