BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, , disse nesta sexta-feira que o governo vai ouvir as reivindicações dos na discussão da , mas que não “há o compromisso” de aceitá-las. Padilha disse ainda que o “desafio" do governo até fevereiro é conseguir os 308 votos necessários à aprovação das novas regras do sistema previdenciário.
Na prática, o Palácio do Planalto teve que anunciar na quinta-feira que não havia condições políticas de votar a proposta na próxima semana, como pretendido inicialmente. Na véspera, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), antecipara que a reforma fora adiada para fevereiro.
— O governo não tem compromisso de fazer nenhuma concessão. Não se nega a continuar ouvindo, sem compromisso de aceitar — disse Padilha AO GLOBO, ao ser perguntado se a concessão a servidores não poderia desfigurar a proposta da Previdência já apresentada.
Padilha já tinha conversado com aliados durante a semana sobre a dificuldade de garantir os votos agora em dezembro.
— O desafio agora é continuar crescendo o número de votos até o dia da votação, em fevereiro — resumiu Padilha.
O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou a votação para dia 19 de fevereiro. Maia que esta tomando a frente nas negociações com os servidores. A ideia é ceder para obter apoio ao texto da reforma.
O relator da reforma, deputado Arthur Maia, admitiu que no é ele e sim o presidente da Câmara quem está no comando destas conversas.

