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Conselho da ONU vota neste sábado proposta de envio de força defensiva para o Estreito de Ormuz

Conselho da ONU vota neste sábado proposta de envio de força defensiva para o Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz - Foto: Reprodução X

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) marcou para a manhã deste sábado (4) a votação de uma resolução estratégica, apresentada pelo Bahrein, que visa garantir a segurança da navegação comercial no Estreito de Ormuz. A decisão, inicialmente prevista para sexta-feira (3), foi adiada devido ao feriado na sede da organização em Nova York, dando fôlego para intensas negociações de bastidores.

O documento em pauta autoriza o emprego de "todos os meios defensivos necessários" para escoltar navios mercantes em uma das rotas mais vitais do planeta, por onde escoa aproximadamente 20% do petróleo mundial. A medida, planejada para durar inicialmente seis meses, surge como resposta ao aumento das tensões na região, mas enfrenta a resistência direta da China e da Rússia, que articulam um veto por considerarem que o texto atual abre precedentes perigosos para o uso desproporcional da força militar.

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Nesse cenário de polarização, a diplomacia brasileira assumiu um papel de mediadora, tentando costurar um texto de consenso que substitua termos ambíguos por diretrizes focadas estritamente em vigilância técnica e proteção de comboios. O objetivo do Brasil é evitar que um impasse resulte na paralisia do Conselho e, consequentemente, em uma instabilidade econômica global, já que qualquer bloqueio ou incidente no estreito poderia disparar os preços internacionais de energia.

Enquanto o Bahrein, atual presidente do Conselho de Segurança, defende a urgência da missão para evitar ataques a petroleiros, a China sinaliza que só aceitará a resolução se as garantias de soberania regional forem reforçadas e se o caráter da operação for estritamente dissuasório. O desfecho da votação de amanhã é aguardado com cautela pelos mercados internacionais, representando um teste crucial para a capacidade de intervenção da ONU em crises de segurança marítima.

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