BOGOTÁ — Após a polêmica mudança do líder das Farc Iván Márquez para uma zona de transição em Miravalle, na província de Caquetá, o governo colombiano garantiu nesta sexta-feira que não indícios de que Márquez queira abandonar o processo de paz. O ex-chefe de negociações decidiu deixar um acampamento rural de ex-guerrilheiros, em meio a boatos de que ele poderia ser preso como parte de uma investigação americana sobre tráfico de drogas. Seu sobrinho Marlon Marín começará a colaborar com a justiça americana para esclarecer um suposto desvio de fundos durante o processo.
Márquez avisou ao governo na quinta-feira seus planos através de uma carta. Disse que iria se mudar temporariamente a uma zona rebelde de transição, na província de Caquetá, até que “tenha mais clareza sobre o que acontecerá”, sem esclarecer o que isso significava. Mas reiterou que continua comprometido com o processo de paz de 2016.
Nesta sexta, o miinistro do Interior, Guillermo Rivera, lembrou que após a assinatura do pacto, Márquez pode se locomover por todo o territorio nacional e deixou claro que ele constantemente viaja para as chamadas zonas veredais.
— Ele informou à Unidade Nacinoal de Proteção que iria para lá e simplesmente o confirmou por escrito, conforme estipulado pela lei. Nem o governo nem as Forças Armadas podem colocar límites em sua movimentação pelo país e simplesmente ajustar os esquemas de segurança para esses casos — disse o funcionário.

