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Grupo de venezuelanos protesta contra Constituinte de Maduro em SP

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SÃO PAULO — Um grupo de venezuelanos se reúne na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste domingo, para protestar contra as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte (ANC) na Venezuela, que ocorrem hoje. O ato integra uma agenda de protestos em todo o mundo capitaneada por organizações como a SOS Venezuela e o Sin Mordaza, contrários ao presidente Nicolás Maduro. Na capital paulista, o movimento é liderado por um grupo de imigrantes voluntários.

O ato teve início por volta de meio-dia em frente ao vão do MASP. A engenheira Irene Mendonza, venezuelana que vive no Brasil há 15 anos e uma das organizadoras do protesto, espera atrair ao menos 100 pessoas. A divulgação foi feita por meio de redes sociais, mensagens, emails e "boca a boca".

Irene integra um grupo de imigrantes que vivem na cidade e tentam agregar outros compatriotas em atos políticos sobre a atual sitação da Venezuela. Em 16 de julho deste ano, eles ajudaram a organizar na capital paulista uma versão do . Ao todo, 1.005 venezuelanos votaram em São Paulo — 99,6% deles foram contrários a todas as propostas de emenda à Constituição.

De acordo com Irene, foram realizados protestos no mundo todo contra as eleições para a formação da ANC, que ocorrem neste domingo e podem alterar a Constituição do país e dissolver a Assembleia Nacional (AN). No Brasil, além de São Paulo, ela mencionou ter contato com outros organizadores de protestos em Brasília, Salvador e no Rio de Janeiro.

— Somos contra a eleição da Constituinte que é completamente ilegal e fere os direitos da população. Trata-se de um governo narco corrupto que não tem interesse nenhum na população, só pensa nele — disse ao GLOBO.

Irene também criticou as agressões da polícia venezuelana contra os manifestantes, que resultaram em ao menos 100 mortes nos últimos quatro meses, segundo . Ao relatar ter boas relações com a polícia brasileira, principalmente para organizar manifestações contra Maduro, afirmou:

— Eles conversam conosco e nos tratam com muito respeito. Bem diferente do que ocorre na Venezuela.

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