PARIS — A candidata de extrema-direita francesa, Marine Le Pen, afirmou nesta sexta-feira que, se for eleita, conseguirá unir toda a França. No último dia oficial de campanha antes do segundo turno das eleições, no domingo, ela disse ainda que ainda pode haver uma surpresa no domingo, apesar das pesquisas mostrarem uma ampla vantagem para o seu rival, o candidato centrista Emmanuel Macron.
Le Pen levou a Frente Nacional mais perto do que nunca à Presidência, aproveitando a crescente frustração entre os eleitores da classe trabalhadora com a globalização e a imigração. Mesmo se perder, ela disse que conseguiu uma “vitória ideológica ... mudamos tudo”.
— Mesmo se não alcançarmos nosso objetivo, de qualquer forma, há uma força política gigantesca que nasce — afirmou em entrevista à AP.
De acordo com uma pesquisa Elabe para a BFM TV e para o L'Express, Macron terá 62% dos votos no segundo turno, contra 38% de Le Pen, um aumento de três pontos percentuais para o candidato de centro comparado com a projeção da pesquisa Elabe anterior.
A eleição de domingo é vista como a mais importante na França em décadas, com duas visões diametralmente opostas sobre a Europa, e com a posição da França no mundo em risco.
Le Pen fecharia as fronteiras do país e abandonaria o euro, enquanto o candidato independente Macron, que nunca assumiu um cargo eleitoral, quer uma cooperação europeia mais intensa e uma economia aberta.
Os candidatos socialista e conservador dos dois partidos mais tradicionais da França foram eliminados no primeiro turno da votação no dia 23 de abril.

