CABUL - Ao menos quatro pessoas morreram em um protesto com centenas de manifestantes em Cabul que pediam melhores condições de segurança na capital afegã, que foi alvo de um atentado no distrito diplomático na quarta-feira, deixando 90 mortos e cerca de 450 pessoas ferias, informaram autoridades do Ministério da Saúde do Afeganistão. O ato foi tomado por violência após a polícia disparar para conter os manifestantes que atiraram pedras contra os agentes. O chefe da polícia de Cabul, o general Hassan Shah Frogh, disse que alguns manifestantes carregavam armas e atiraram contra a polícia, ferindo quatro agentes:
— A polícia também atirou, e apenas um ou dois manifestantes podem estar feridos — disse a autoridade, segundo o jornal “The New York Times”.
Haroon Mutaref, um dos organizadores do protesto, disse que os manifestantes continuariam o ato apesar do confronto:
— Ainda estamos aqui, embora a polícia tenha atirado nas pessoas. Estamos aqui, e não sairemos até alcançarmos nosso objetivo de obter justiça.
O atentado em Cabul levantou dúvidas sobre a capacidade do governo de proteger os cidadãos após quase 16 anos de guerra civil contra insurgentes. Os afegãos se
Os participantes do protesto carregavam cartazes com imagens de destruição causa pelo caminhão-bomba que explodiu perto das embaixadas da França, Alemanha e Turquia. O comerciante Mohammad Anwar disse que quatro membros de sua família morreram no ataque, e pedia por uma mudança de governo:
— Pedimos ao presidente Mohammad Ashraf Ghani que se demita — exclamava o manifestante.

