WASHNIGTON - O governo dos Estados Unidos expulsou dois diplomatas cubanos após "incidentes que causaram vários sintomas físicos" em funcionários da embaixada dos Estados Unidos em Havana, informou nesta quarta-feira o departamento de Estado. Os diplomatas cubanos foram obrigados a abandonar a embaixada em Washington no dia 23 de maio, declarou a porta-voz do departamento de Estado Heather Nauert, sem detalhar os "incidentes" e o número de americanos afetados. Uma autoridade do governo americano citada pela Reuters disse que alguns funcionários sofreram de perda de audição.
"Não temos respostas definitivas sobre a fonte ou a causa destes incidentes" na embaixada em Cuba, mas "levamos este tema muito a sério, e há uma investigação agora".
Havana confirmou os incidentes, afirmando que considerou a expulsão dos funcionários injustificada. No entanto, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba se propôs a colaborar com Washington colaborar para esclarecer os incidentes. O órgão cubano admitiu que "incidentes" relatados em fevereiro afetaram funcionários americanos e "seus familiares", destacando que realiza uma investigação para determinar o que ocorreu.
“Cuba jamais permitiu, nem nunca permitiria, que o território cubano fosse usado para qualquer tipo de ação contra diplomatas creditados ou suas famílias”, disse o Ministério.
Estados Unidos e Cuba retomaram relações diplomáticas em 2015, após meio século de rompimento, mas o processo de normalização entre Washington e Havana sofreu um retrocesso com a chegada à Casa Branca de Donald Trump, partidário de uma linha mais dura em relação ao governo comunista, ao contrário de seu antecessor, Barack Obama.

