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Zelenskiy diz que isenção de petróleo da Rússia não ajudará a acabar com a guerra

Zelenskiy diz que isenção de petróleo da Rússia não ajudará a acabar com a guerra
Zelenskiy diz que isenção de petróleo da Rússia não ajudará a acabar com a guerra

Por John Irish e Gianluca Lo Nostro

PARIS, 13 Mar (Reuters) - A decisão dos Estados Unidos de aliviar as sanções sobre o petróleo russo não ajuda a encerrar o conflito na Ucrânia, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, nesta sexta-feira, enquanto busca garantias de apoio em Paris em meio à guerra no Oriente Médio.

Os preços do petróleo subiram desde que os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, beneficiando indiretamente a Rússia, e Kiev teme que o novo conflito esteja desviando a atenção para longe da Ucrânia.

"Não há nada de bom para a Ucrânia na guerra do Oriente Médio. É compreensível que a atenção do mundo esteja se voltando para o Oriente Médio", disse ele a estudantes da universidade Sciences Po, em Paris.

Os EUA anunciaram na quinta-feira que devem suspender temporariamente as sanções sobre o petróleo russo no mar.

"Essa única flexibilização por parte dos EUA pode fornecer à Rússia cerca de US$10 bilhões para a guerra. Isso certamente não ajuda (a alcançar) a paz", disse Zelenskiy em uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente francês, Emmanuel Macron.

O conflito com o Irã também levantou questões sobre o fornecimento imediato de armas -- principalmente defesas aéreas -- de parceiros ocidentais para a Ucrânia, já que estados árabes do Golfo reduziram seus próprios estoques de defesa aérea para repelir ataques diários de Teerã.

Zelenskiy avaliou que isso vai agravar a grave escassez de mísseis de defesa aérea da Ucrânia. Nesta semana, ele afirmou que os países do Golfo usaram mais mísseis de defesa aérea PAC-3 Patriot contra ataques iranianos em poucos dias do que Kiev recebeu de Washington em quatro anos.

Zelenskiy não especificou a fonte de seus números.

A União Europeia ainda não chegou a um acordo sobre a proposta de um empréstimo de 90 bilhões de euros que, em parte, forneceria a Kiev fundos para a compra de armas. A Ucrânia espera que o empréstimo esteja em vigor até meados de abril.

Macron disse que nada deve impedir a Europa de ajudar a Ucrânia e elogiou a "notável tenacidade e coragem" de Kiev em resistir ao ataque da Rússia.

O líder francês argumentou que não há justificativa para suspender as sanções contra a Rússia e que, se Moscou acha que a guerra no Irã lhe dará uma trégua, está enganada.

Sem entrar em detalhes, Macron disse que o apoio de armas à Ucrânia deve ser intensificado.

Zelenskiy procurou mostrar aos países árabes do Golfo Pérsico -- muitos deles com laços estreitos com Moscou -- que a Ucrânia pode ser um parceiro útil e confiável.

(Reportagem adicional de Juliia Dysa e Olena Harmas)

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