SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) saiu em defesa de Sergio Moro após o ex-juiz anunciar sua demissão ao cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública, nesta sexta-feira (24). "Reiteramos o nosso reconhecimento da excelência do trabalho desempenhado pelo Ministro Sérgio Moro em toda a sua atuação profissional, especialmente, à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública onde sua dedicação aos temas de combate à corrupção e à criminalidade grave sempre esteve viva", disse, em nota, Manoel Murrieta, presidente da entidade que congrega mais de 16.000 membros do MP. A manifestação vai ao encontro do que falaram outros procuradores e entidades da área. O presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), Fábio George Cruz da Nóbrega, também afirmou que as declarações de Moro são "muito graves". "Sinalizam a ocorrência de crime de falsidade ideológica de responsabilidade do presidente da República, na assinatura de ato inexistente de exoneração a pedido do diretor-geral da PF, bem como de crime de responsabilidade, na tentativa de interferência na regularidade de investigações. Ambas as ocorrências precisam ser devidamente apuradas", diz Nóbrega, em nota. Outros procuradores manifestaram publicamente preocupação com relação às declarações de Moro. Ex-integrante do grupo de trabalho da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República, o procurador regional Vladimir Aras disse nas redes sociais que os episódios narrados por Moro em seu pronunciamento "são gravíssimos".