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Flávio Bolsonaro: Não dá para você querer trazer a preço de agora o contexto do final de 2024

Estadão

O pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta quinta-feira, 14, em entrevista à GloboNews , que "não dá para querer trazer a preço de agora a realidade do final de 2024". A respeito da relação com o banqueiro Daniel Vorcaro em 2025, Flávio ponderou que "ele era um acusado e eu torcia que ele esclarecesse qualquer coisa de errado que ele tinha feito".

O The Intercept Brasil revelou ontem que Flávio pediu a Vorcaro R$ 134 milhões para bancar o filme "Dark Horse", sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo a reportagem, pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025.

O senador reconheceu que omitiu o fato de conhecer Vorcaro antes de o banqueiro ser preso devido à fraude bilionária no Banco Master. "Eu não pretendia esconder, mas era um contrato de confidencialidade sobre o filme. Se eu dissesse que tinha relação com ele, a pergunta seguinte seria qual seria a relação, o que justifica... A única conexão que eu tenho com este senhor (Daniel Vorcaro) é este filme", destacou. "Omiti, isso poderia descumprir uma cláusula contratual e isso gera multa".

Flávio negou que Vorcaro seja produtor executivo do filme que ele financiou. "Conversamos e ele topou fazer o investimento no filme, tá formalizado, eu estava achando que estava tudo tranquilo. As parcelas foram sendo pagas, conforme estabelecido no contrato, e chegou um momento em que ele parou de pagar as parcelas. Ele estava descumprindo o contrato e, como eu sou uma parte interessada, um filho querendo que o filho do pai fique pronto, cobrava ele", disse.

Jair e Vorcaro

Na entrevista o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ainda que chegou a cogitar levar o ex-presidente Jair Bolsonaro à casa do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master, mas disse que o encontro não ocorreu.

Segundo o senador, a relação com Vorcaro se limitou ao financiamento do filme Dark Horse , cinebiografia sobre o capitão reformado. "Ele botou dinheiro, investiu num filme para receber o lucro dele de volta. Não tem caridade, não tem favor, não tem doação", disse.

Flávio afirmou que a crise em torno dos diálogos divulgados se instaurou porque ele é pré-candidato à Presidência e aparece bem posicionado nas pesquisas eleitorais. O senador também declarou que os investidores não quiseram aplicar recursos no Brasil, mas nos Estados Unidos, por meio de uma estrutura formalizada.

De acordo com Flávio, há uma relação contratual regular envolvendo o projeto, com recursos aportados em um fundo fiscalizado pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil. Segundo ele, trata-se de uma autoridade "séria e criteriosa".

Questionado sobre a menção ao presidente do PP, Ciro Nogueira, em relação a investigações da Polícia Federal (PF) e a ação realizada, Flávio disse que o aliado é acusado de fatos graves, mas afirmou esperar que ele responda às acusações e prove sua inocência. "Ele é acusado de coisas graves, vai responder e, se Deus quiser, vai provar inocência", afirmou.

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