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Acidose dietética e câncer

- A acidez é um fator associado ao câncer e promove a sua metástase. As células tumorais promovem essa acidez extracelular através da maior produção de ácido lático. A dieta também pode contribuir para essa acidez, frutas e vegetais são alimentos mais alcalinizantes, ao contrário das carnes, ovos e laticínios que são alimentos mais ácidos. Vale ressaltar que uma dieta lactovegetariana com baixa proteína é alcalinizante. Uma dieta rica em proteínas a curto prazo causa um desequilíbrio ácido/básico temporário. Estudos em animais relatam que um meio mais ácido aumenta os níveis de cortisol sanguíneo o que pode exercer efeitos biológicos em tumores já existentes, por exemplo os tumores de próstata e de mama. Além disso, o cortisol aumentado pode levar à uma resistência a insulina e consequentemente a uma síndrome metabólica. Estudos epidemiológicos relacionam os altos níveis de insulina circulantes a um risco aumentado de câncer cólonrretal e pancreático, de endométrio, renal e de mama. A acidose reduz os níveis de leptina responsável pelo controle da ingestão alimentar e de adiponectina. Níveis baixos de adiponectina são relacionados com maior incidência de câncer gástrico e de mama. Um aumento no ácido lático observado em meio mais ácidos resultante de uma redução ou inibição do metabolismo energético mitocondrial aumenta os níveis de radicais livres, que podem causar danos às células e ao DNA promovendo o surgimento do tumor. Melhorar esse meio ácido por meio da dieta é essencial para prevenção e tratamento dessa doença, um exemplo seria a dieta do Mediterrâneo. Referências: ROBEY, I.F. Examining the relationship between diet-induced acidosis and cancer. Nutrition & Metabolism, v.9, n.72, 2012. Por Joyce Rouvier

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