Foi uma corrida curta, tipo 100 metros rasos, mas o candidato com mais idade passou como um ‘bólido’ da F1 pelos concorrentes. Amazonino Mendes vai para o segundo turno com pelo menos 15 pontos na frente do segundo colocado, o senador Eduardo Braga.
Mas que ‘mágica’ usou Amazonino para ganhar tanta energia numa corrida com candidatos mais jovens, dois deles com um potencial de recursos visivelmente maior?
Simplesmente viveu um ‘presente’ que para os outros ainda é futuro. Deixou de lado velhas estratégias, que exigiam um esforço gigantesco para irradiar e vender a imagem do candidato.
Enquanto os demais tentavam mostrá-lo como ‘ultrapassado’, Amazonino usou com inteligência a ‘rede’ de dispositivos tecnológicos para colocar seu nome na mão dos eleitores. Por trás dessa mudança radical, um estrategista: Egberto Baptista.
Correndo ‘à larga’, fez Amazonino comportar-se como um piloto moderno, que hoje faz um pit stop em parcos 5 segundos, contra os longos 1 minuto e 23 segundos da Indianápolis de 1950.
Montou uma ‘rede invisível’ para irradiar a campanha e fazer o candidato presente aonde não podia ir: viajando no celular, através do WhatsApp, onde abrigou uma rede inédita de voliuntários. E a campanha ficou mais barata.
Findo este primeiro turno, a campanha de Amazonino chama a atenção para um problema que ficou para os profissionais de marketing: a perda de espaço para os ‘diretores de campanha’.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

Aviso