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Chega um momento em que ‘as curvas se apagam’ e toda uma geração desaparece

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Por Coluna do Holanda
22/11/2022 às 22h24 — em Coluna do Holanda
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Terça-feira, 22 de novembro. Um dia triste para a música brasileira. Morreu Erasmo Carlos. O cantor era parte de uma geração de grandes talentos que começa a desaparecer, e sem substitutos à altura. Tinha 81 anos, assim como seu parceiro Roberto Carlos, de quem se tornou o melhor amigo. Nasceram no mesmo ano - Roberto  em 19 de abril de 1941, Erasmo em 5 de junho do mesmo ano.

Sou bem mais novo que eles, mas vivi a emoção de um tempo em que música era paixão, conquista. E também adrenalina,  aventura, como a que irradiava, numa mistura de saudade, perdas e esperanças nas “Curvas da estrada de Santos”. Curvas que são retratos da vida,  visões que não mais teremos, sonhos que não se repetirão, “porque no final, “ as curvas se acabam ..”

Foram tantas e mágicas as parcerias de Erasmo e Roberto que não caberiam num breve comentário. Mas sem Erasmo “ as coisas estão passando mais depressa...

'O tempo diminui

A vida passa, o tempo passa

As imagens se confundem”

Sinto um vazio imenso

Estou só na escuridão

A 180”

Versos extraídos da Composição de Erasmo e  Roberto” “120... 150... 200 Km Por Hora”

 

 

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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