Wilson Lima assume o seu segundo mandato (como governador do Amazonas) em 1o de janeiro com muitos desafios. O principal é romper com grupos de interesse que fragmentaram a administração estadual durante os três primeiros anos do 1o mandato, período em que o governo deteriorou a tal nível que o governador tornou-se, para muitos, radioativo. É mérito de Wilson a virada do jogo, conter os que tentavam sequestrar a máquina pública e privatizá-la na medida de seus interesses.
Sua vitória no primeiro e segundo turnos foi uma reação positiva da sociedade a um esforço (do governador) para retomar em tempo hábil as rédeas da administração. Agora a grande expectativa é que ele vá dar uma nova face ao governo, montando uma equipe reconhecidamente técnica, preparada para os desafios de anos de provável recessão e encolhimento de receitas.
Um projeto de desenvolvimento, capaz de gerar empregos e fortalecer a matriz econômica do Estado tem que ser discutido exaustivamente com a sociedade.
Os desafios são enormes e vêm de todos os lados - de políticos reivindicando espaço no governo - uma forma de se apropriarem de parte da máquina em benefício próprio. De uma “imprensa profissional”, que se autoproclama independente, mas pressiona (ao nível de chantagem) por volumosos recursos. De mídia de internet, que ja soma mais de 400 no Amazonas e que também exige tratamento privilegiado.
Um governador é visto como o homem do cofre por esses grupos. O interesse público para eles reside no próprio bolso. Vencê-los é mais que um desafio. É questão de honra.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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