As escolhas que fazemos na vida determinam o nosso destino. Nossa vontade é moldada por expectativas coletivas, sentimentos que de certa forma compartillhamos com os outros. Seguimos caminhos que consideramos mais apropriados para o bem comum, pois essa é a nossa natureza, o sentido de viver em comunidade, de compartilhar desejos, sonhos, oportunidades.
Você deve estar pensando que vivo em outro mundo. Mas o mundo de minha juventude foi este, de construção de uma família melhor, de um País melhor, de uma sociedade melhor.
Agora percebo que o tecido social foi rompido e que nossas escolhas não são mais respeitadas. O bem coletivo é deturpado e se tornou um palavrão: COMUNISTA!
Pessoas que pensam, divergem. E a divergência melhora nossos conceitos sobre as coisas e o mundo. Não é uma ideia comum que aproxima pessoas inteligentes, são as contradições que semeiam a inteligência e constroem sociedades fortes, instituições fortes, governos fortes.
Vou finalizar com um exemplo: Em minha casa não se discute política nem religião. Mas convivemos com extremos. Minha filha vota em Lula e tem argumentos sólidos para justificar o voto conferido ao ex-presidente no primeiro turno e que ela diz que vai repetir agora no segundo turno. Já meu filho é Bolsonaro. Ela é comedida; ele, exagerado. Adesivou o carro com o nome do presidente. Não sei o que diz por aí, como se comporta em relação a opção que ele fez, mas em casa silencia.
É uma pequena democracia, na qual as opiniões são respeitadas. Um pequeno mundo que um dia sonhei construir…


Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

Aviso